Fazendo jus à ideia com que foi criado este blog, que sempre pretendeu ser um espaço onde pudéssemos expressar os nossos pensamentos, aqui ficam algumas coisas que me preocupam:
- O facto de alguns criadores venderem gatos sem pedigree e de alguns compradores adquirirem gatos de raça sem este documento
O pedigree é mais do que o bilhete de identidade, é um documento que deve comprovar a pureza da raça desse gatinho. Não é um papel para se emoldurar ou do qual se gabar, mas justifica muitas vezes o preço que se pagou por um gatinho (além do próprio, claro :-)) . Valerá a pena pagar tanto, mesmo que seja um pouco menos, por um gato sem pedigree? Basta contactar um clube para perceber quanto realmente custa a emissão deste documento. Na ASFE, o clube a que estamos associados, está na internet...
- A inexistência de um intervalo standard para os preços de determinada raça, que faz com que existam valores exorbitantes e outros demasiado baixos, desprestigiando a raça
No estrangeiro é raro o gato que se compra por menos de 700 euros. Há casos em que pedem 900, chega mesmo aos 1000 se este tiver alguma característica especial. Em Portugal os preços não variam assim tanto, mas há extremos que poderiam ser evitados. Um bosque da noruega é um gato especial, ainda algo desconhecido no país, e que deve manter um preço que o prestigie. Ao regular-se o intervalo, possibilita-se que o comprador escolha realmente o gatinho que quer e não o mais barato. Isso, parece-me, seria bom para o gatinho.
- Os criadores portugueses contribuírem muito pouco para a divulgação da raça, para a discussão sobre a mesma, preocupando-se única e exclusivamente com o próprio gatil ou com o dos outros por razões erradas
Deve ser certamente um fenómeno relacionado com a nossa cultura. Somos um povo cheio de provérbios nesse sentido. A revolução de mentalidades é a mais lenta, mas eu tenho esperança...
(by Luís)