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sexta-feira, maio 16, 2008

Resposta a um anónimo

Recebemos aqui há uns dias este comentário anónimo a um post, escrito em Agosto do ano passado, chamado «algumas coisas que me preocupam»:

«E quem não quer fazer criação e não quer papeis nenhuns? 350-450 euros é escandaloso. Lá fora, e pelos valores que apresenta, passa o roubo. Preços assim é que contribuem muito pouco para a divulgação da raça, cuja companhia vou ter de por de parte. Atenção que não sei os seus preços, vulgo preços que tenho visto pela internet.»

Só agora tenho algum tempo para voltar a abordar este assunto. Queria dizer o seguinte:

- Nem todos podem ter um gatinho bosque da noruega para companhia. Este é um ponto essencial. O preço é também uma forma de filtrar os novos donos. Não a primeira, apenas mais uma. Quem não está disposto a fazer sacrifícios para tê-lo também não estará para dar-lhe tudo o que ele precisar no futuro. Isso para nós é muito importante;

- Quem não se preocupa com os papéis do gatinho também não se preocupa com a pureza da raça, e, seguindo este raciocínio, pode encontrar um outro gatinho ideal, igualmente bonito, que não um bosque da noruega;

- No consumismo que hoje se vive, as pessoas têm dinheiro para comprar carros topo de gama, trocam de telemóveis anualmente, adquirem máquinas fotográficas, ipods, computadores, e não se importam; estamos obviamente a falar de um animal, que não deve ser tratado com um artigo de luxo, mas merece mais respeito. Merece respeito quando se regateia o preço e se fala em roubo. Estamos a falar do preço que temos de pagar (e também nós pagámos) por uma vida e por uma companhia nos próximos anos da nossa vida. Acreditem que eles merecem;

- Divulgar a raça não é vendê-la ao desbarato, é mostrá-la às pessoas, falar sobre ela, mostrar muitas fotos. Passe a estupidez da comparação, todos conhecem a marca Rolls Royce, mas muito poucos têm um;

- Uma última coisa: quem escreve isto, não sabe o que se gasta por mês num gatil. Acabámos de separar facturas para o IRS, se o anónimo quiser dizer o seu nome e saber mais sobre isto teremos todo o gosto em somar todas as facturas de veterinário, comida e suplementos, e areia para os gatos Shadow Eyes. E mostrar-lhas, obviamente.

Obrigado pela atenção,

Luís

quinta-feira, agosto 09, 2007

Algumas coisas que me preocupam

Fazendo jus à ideia com que foi criado este blog, que sempre pretendeu ser um espaço onde pudéssemos expressar os nossos pensamentos, aqui ficam algumas coisas que me preocupam:

- O facto de alguns criadores venderem gatos sem pedigree e de alguns compradores adquirirem gatos de raça sem este documento

O pedigree é mais do que o bilhete de identidade, é um documento que deve comprovar a pureza da raça desse gatinho. Não é um papel para se emoldurar ou do qual se gabar, mas justifica muitas vezes o preço que se pagou por um gatinho (além do próprio, claro :-)) . Valerá a pena pagar tanto, mesmo que seja um pouco menos, por um gato sem pedigree? Basta contactar um clube para perceber quanto realmente custa a emissão deste documento. Na ASFE, o clube a que estamos associados, está na internet...

- A inexistência de um intervalo standard para os preços de determinada raça, que faz com que existam valores exorbitantes e outros demasiado baixos, desprestigiando a raça

No estrangeiro é raro o gato que se compra por menos de 700 euros. Há casos em que pedem 900, chega mesmo aos 1000 se este tiver alguma característica especial. Em Portugal os preços não variam assim tanto, mas há extremos que poderiam ser evitados. Um bosque da noruega é um gato especial, ainda algo desconhecido no país, e que deve manter um preço que o prestigie. Ao regular-se o intervalo, possibilita-se que o comprador escolha realmente o gatinho que quer e não o mais barato. Isso, parece-me, seria bom para o gatinho.

- Os criadores portugueses contribuírem muito pouco para a divulgação da raça, para a discussão sobre a mesma, preocupando-se única e exclusivamente com o próprio gatil ou com o dos outros por razões erradas

Deve ser certamente um fenómeno relacionado com a nossa cultura. Somos um povo cheio de provérbios nesse sentido. A revolução de mentalidades é a mais lenta, mas eu tenho esperança...

(by Luís)

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