segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Dez conselhos para bosques da noruega (mitos urbanos e algumas ideias)

Este texto é para todos os que já têm, querem ter ou estão a dias de ter o seu bosque da noruega em casa. Esperamos que ajude, porque acho que os conhecemos melhor do que muita gente que chega até aqui.

1. Um bosque da noruega não é um gato, é um bosque da noruega
Estamos perante um felino sim, mas esqueça tudo o que já ouviu sobre gatos. É um bosque, um gato sensível e super inteligente, com feitio de cão, que gosta de estar onde os donos estão, de brincar e inclusive recebe estranhos à porta

2. Personalidades distintas sim, mas muito boa índole
Tolerantes às crianças, brincam com as unhas recolhidas. Não gostam de ser apertados, «esmagados» ao colo, mas vêm recolher as suas festas antes de voltarem às brincadeiras. Não gostam de estar isolados,  e se isso acontecer é mau sinal.

3. Pelo semi-longo sim, mas não é necessário pentear todos os dias
Os bosques têm um pêlo lindíssimo e são auto-suficientes no seu cuidado. A única atenção prende-se com os nós do pêlo. Uma escovagem de vez em quando liberta o pêlo morto e desfaz alguns nós que se formem. Mas depende do pêlo que o seu bosque tiver. Há pêlos que nunca embaraçam e outros que embaraçam mais. Peça conselhos ao criador do seu gato, ele saberá aconselhá-lo ao tipo/frequência de escovagem que deve ter.

4. A muda de pêlo acontece antes/durante o Verão
Os gatos não são todos iguais, mesmo que sejam da mesma raça. Os bosques mudam de pêlo quando os dias começam a ser mais longos e o calor começa a apertar, mas há gatos precoces e outros mais tardios. Ao conviver com o seu gato, também reconhece a altura. A casa não fica de repente cheia de pêlo, mas nos sítios onde dorme pode acumular-se algum. Nada de assustador, no entanto.

5. O que fazer quando levamos um bosque para casa?
É um território novo, com novos cheiros, barulhos e pessoas/animais. O melhor é ter a WC e a caixa da comida já preparadas, a uma distância de pelo menos 1,5 metros/2 metros entre si. Ao retirá-lo da caixa de transporte deve mostrar-lhe os dois locais, permitindo-lhe que os cheire. Depois deve-o deixar explorar livremente todos os locais. Passadas umas horas, já poderá começar a brincar com ele, utilizando os brinquedos que certamente o criador enviou com ele ou os que comprou entretanto. Os gatos não precisam de muito para brincar. Às vezes basta uma bola de papel.

6. O dia-a-dia, a comida e a WC
O seu novo gatinho, com 12 semanas, está perfeitamente adaptado à vida num apartamento. Já vai pelos seus meios ao WC e come comida sólida. Deve limpar-lhe a WC duas vezes por dia, uma de manhã e outra à noite. É melhor ter uma fechada, com uma porta que pode retirar, para que o bosque não suje a área à sua volta quando tapa as fezes. A WC deve ser desinfectada de 15 em 15 dias, mas com cuidado para não deixar resíduos do produto. Ou seja, muito bem escorrida. Deve seguir os conselhos do criador no que diz respeito à comida. Ele certamente já experimentou várias e sabe qual a melhor para o gatinho. Deve juntar à dieta alguma comida feita por si: pescada cozida em água e atum conservado em água são alguns exemplos.  Isto ajuda a manter os rins saudáveis, porque o gatinho vai buscar mais à água aos alimentos, uma vez que nunca bebe o suficiente da tigela. A água deve ser fresca, ou seja, convém também mudá-la duas vezes por dia.

7. Os perigos e algumas soluções
Os grandes perigos são dois: janelas e varandas; e medicamentos e produtos espalhados pela casa. Os bosques são exploradores e gostam de caçar moscas e pássaros. Isso leva-os a acidentes frequentes. A melhor forma de evitar isso e não perder as correntes de ar é criar umas janelas de rede, com rede de arame ou outro material resistente, e umas ripas de madeira. Nas varandas, as redes anti-queda podem ser solução. Os bosques são muito elegantes e escapam-se por buracos mínimos, desde que a cabeça consiga passar  Também passam por nós sem que os vejamos. Qualquer cuidado é pouco. As consequências podem ser várias: ferirem-se na queda, assustarem-se e fugirem, sem reconhecer o caminho de volta, ou simplesmente serem apanhado por um estranho. Isto porque um estranho raramente devolve um gato desta beleza e eles são muito tolerantes às pessoas. Um gato é como uma criança: adora experimentar coisas, desde fiambre, a iogurte como a uma simples produto de limpeza ou insecticida. Deve colocar todos estes produtos fora de alcance. O mesmo se passa com medicamentos. O PARACETAMOL É MORTAL para todos os gatos.

8. O veterinário e os sintomas de doença
A prostração é o sintoma que melhor se reconhece de sinal de doença. O bosque é um gato resistente, sobretudo se não estiver em contacto com animais estranhos, se estiver com as vacinas em dia e não for exposto a elevadas cargas de stress. Deve ser visto anualmente por um veterinário, na altura em que for levar as vacinas, mas se vir que ele não reage à brincadeira e se isola deve imediatamente levá-lo a uma consulta. O beber muita água pode indicar febre, mas a temperatura em excesso para um gato é apenas a partir dos 39,5 graus. O melhor é manter sempre uma ligação próxima com o criador, para que ele o ajude a identificar sintomas e solucionar problemas. Ele tem essa responsabilidade.

9. Outros pequenos perigos
Sacos de plástico (para gatinhos bebés), ferros de engomar em cima da tábua, fios eléctricos para roer... Por vezes, temos de nos colocar no lugar de um gatinho malandro como eles todos são. Ratos wireless, protectores de tomadas eléctricas, lava-louças sem restos de comida, embalagens fechadas e armazenadas são algumas pequenas coisas que podemos ter em atenção para evitar problemas.

10. Gozar o seu gatinho
O seu gato olha-o como um gato grande e não como uma pessoa. Quando ronrona e tem a cauda no ar está feliz, quando estica as orelhas para o lado está desconfiado ou tem medo. Rabo entre as pernas é motivo para observá-lo com alguma atenção. A tristeza pode ser sinal de algo em que temos de agir. Quando o seu bosque roça a cabeça em si ou estica as unhas em algum local está a marcar a sua propriedade. Nós somos propriedades dele. Não lhe deve bater, eles não são submissos como os cães. Um bater de palmas produz efeito suficiente. Uma voz mais rígida também. Eles fazem birras como as crianças, e temos de saber levá-los como a elas. De resto, poucos são os que ficam apenas com um bosque, exactamente porque são mesmo o melhor amigo do homem. E melhor do que um grande amigo o melhor mesmo é ter dois :). 

(by Luís)

1 comentário:

Elisabete disse...

Muito útil!! A nossa menina é uma ternurinha com o bebé, anda sempre de roda dele, uns carinhos. Ela realmente revela-se uma gatinha 5 estrelas, muito educada, de constante presença, meiga e brincalhona. Fotografias brevemente :-)

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