sábado, julho 10, 2010

Criar não é seguir uma cartilha

Mais uma vez, sublinho que não me acho dono da verdade. Mas isso não quer dizer, por uma ou outra razão, que ache que a minha opinião não importa. Ao fim de algum tempo, suficiente para muitas coisas, insuficiente ainda para tantas outras, sinto que ao dizer o que penso posso pelo menos fazer as pessoas pensar. E, depois, têm todas os dados para decidir em consciência.

Já o disse várias vezes: nós levamos a criação de bosques muito a sério. E este a sério não é seguir uma cartilha de A a Z, e não é copiar ninguém. O nosso caminho é feito de espírito crítico e vontade de colocar as coisas em causa, mesmo que todos os outros acreditem nelas. Não me entendam mal, confiar em alguém é muito importante, mas não conheço nenhum alguém que tenha sempre razão. Acho que inovámos na forma como entrámos neste mundo, tanto que agora achamos modos de comportamentos semelhantes em outros gatis, que não os tinham antes. Desde que o objectivo seja o mesmo que o nosso, acredito que possa ajudar a melhorar a visão das pessoas sobre esta raça incrível.

Isto para dizer que nem sempre devemos acreditar em tudo o que nos dizem e às vezes uma segunda opinião vale mais do que a primeira. Este é um mandamento muito importante para um criador. Talvez o mais importante. 

Depois, é um mundo de solidão, por isso é bom que não nos deixemos sós perante ele. Ter uma família de apoio vai ser fundamental em muitos momentos. Criar gatos não gera riqueza, bem pelo contrário, e muito raramente gera amizades. Há bons momentos e outros terríveis. Ser um bom criador, se é que isso existe, não é tomar todas as boas decisões é escolher mais acertadas do que erradas. Quem não está mentalmente preparado para isto, quem não se pode dedicar e proteger os seus gatos de coisas más, seja ou não directamente responsável, não tem condições de criar. E, apesar de as suas intenções poderem ser boas, não deve, infelizmente, fazê-lo.

Duvidar é, pois, uma missão. Duvidar de outro criador, de um veterinário. Pagar para ver, muitas vezes. Porque todos temos esse direito de errar, incluindo quem nos aconselha. Nós só temos, porque o podemos fazer, de ganhar experiência e tomar as nossas decisões cada vez mais em consciência. Mesmo que isso signifique errar. Porque mesmo ao fim de 30 anos o vamos fazer.
 

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