terça-feira, setembro 09, 2008

Emajõgi


A Emajõgi voltou a casa. Fomos buscá-la ao aeroporto a meio de Agosto, depois de ter sido devolvida pela dona, a senhora Ana Luísa, a viver nos Açores. Esta lindíssima tartaruga está há três semanas connosco e mostra-se muito feliz. É uma verdadeira máquina de ronronar, acordando-nos por vezes a meio da noite só para nos mostrar o quanto se sente bem.

A gatinha magoou-se na pata posterior direita duas ou três semanas antes de sair para a nova casa. A sua futura dona foi avisada das consequências do acidente - que não sabemos qual foi, porque se acercou de nós já a coxear - e informada de todos os passos do processo. Para corrigir uma pequena lesão junto do joelho, foi-lhe colocada uma tala que deveria manter durante o máximo tempo que fosse possível. Dissemos à pessoa que a tinha reservado que gostaríamos que ela só saísse de perto de nós quando estivesse completamente recuperada, mas essa não era a sua opinião, porque, segundo a própria, ela encarregar-se-ia de que a Emajõgi tivesse todos os cuidados necessários para recuperar a cem por cento. O nosso veterinário, especialista em ortopedia, identificou a lesão e colocou-se à disposição do futuro veterinário para ajudar a resolver o problema.

A tala foi retirada já nos Açores. Era importante a administração de alguns exercícios de fisioterapia. Recebemos um mail da nova dona dando conta de uma situação assustadora, em que a pata girava por completo no sentido contrário, e em que se relatavam dores perante o contacto e receios de que o problema passasse para a outra perna e a outras articulações e que acabasse por morrer. Um pouco estranho numa lesão tramática... Nesse mesmo email era lançada suspeição de negligência sobre a nossa actuação e a do veterinário em todo o processo. Eram também sublinhados os elevados custos pelas idas ao veterinário e a inexistência de uma solução apresentada pelo mesmo. Imediatamente, a Ana ligou, explicando que podíamos tratar nós do assunto aqui. Obviamente devolveríamos o que foi dado por ela, inclusive até, segundo a Ana, poderíamos devolvê-lo e a gata ser mantida, depois de tratada por nós, na sua nova casa. Confesso que nunca estive muito de acordo com esta situação, mas foi o que foi dito. E seria cumprido.

Perguntámos apenas se não teria acontecido alguma coisa entretanto que pudesse ter agravado o problema. Uma simples questão, importante para o seu tratamento, foi levada como acusação, e a decisão rapidamente tomada: seria devolvida. No mesmo dia em que chegou foi levada ao vet, sedada e radiografada. Foi-lhe diagnosticado um ligeiro desvio, e acredita-se que poderá no futuro vir a ser corrigido. Estamos a fazer a fisioterapia que nunca foi feita e, se não resultar, será operada quando os ossos pararem de crescer, por volta dos oito meses. Por agora faz a sua vida normal: corre, brinca e é feliz. Não sente qualquer dor. Apenas põe a pata ligeiramente de lado...

Antes de deixar os Açores, a sua dona, com ela provavelmente ao lado, já enviava e-mails em busca de uma nova tartaruga. Confiando provavelmente que um ser vivo nunca adoece ou tem problemas. Como as réplicas de bebés em que trabalha e que comercializa. Assim, desculpem, é fácil de mais...

A Emajõgi ficará connosco o tempo que for preciso. Não sabemos ainda se integrará o gatil ou se trataremos de lhe encontrar uma casa onde verdadeiramente gostem dela. Essa decisão fica para mais tarde.

Queria avisar todas as pessoas que visitam este blog e este site: se pensam como esta senhora Ana Luísa não nos contactem. Para nós um bosque é uma dádiva e um companheiro e não algo que se exiba numa prateleira. E para ter um Shadow Eyes é preciso merecê-lo.
P.S. As fotos da Emajõgi foram tiradas hoje.

(by Luís)

7 comentários:

Manuela Mariais disse...

Só quem ama de facto animais e neste caso, gatos, é que fala assim. Subscrevo as suas palavras e na parte que me diz respeito, sinto-me honrada por ter merecido a Shadow Eyes Finisterra. O meu bem haja ao Luis e à Ana pelo amor, carinho e dedicação a esta raça maravilhosa.

Telma disse...

Espero que a gatinha recupere completamente e se não for o caso não deixará de certeza de ser muito amada e acarinhada.

Ana Luisa disse...

Como jornalista, o Luís deve saber do direito de defesa. Não vou exercê-lo aqui pois já imagino que não haja imparcialidade neste blog, mas tenho o dever moral de fazer algumas considerações.
Antes de mais, não sou pessoa de participar em intrigas e de criar inimizades. Desde o começo de minha relação com estes criadores, sempre fui honesta e sincera. Mesmo quando começaram a ofender-me e atirar falas acusações, nunca quis entrar neste jogo inconsequente.
Não obstante o exposto acima o Luís, com este post, conseguiu ir longe demais e ultrapassou o limite do razoável.
Como primeira consideração, faço um alerta a quem se considerar já convencido por esta versão: há muita coisa não revelada neste post. Fiquem à vontade para contactar-me por e-mail. O Luís sabe qual é.
Segunda, é a pergunta que não quer calar, Luís: já agora que decidiu publicar a sua versão, porque não postar também fotos da Emajõgi tal como ela estava acidentada? Isso também faz parte da verdade, não acha? Deve ter dado muito trabalho tirar fotos da Ema só de um lado para disfarçar a tala do outro...
Por que terá omitido estas fotos dos seus visitantes do site e do blog? Eu pensava que o blog e o Picasa servissem para manter os visitantes actualizados.
Sim, eu soube do acidente na 11ª semana, mas sabia parcialmente o que se estava a passar. Soube por você, que seria uma "pequena luxação" conforme diz o atestado médico do vosso vet. Mas agora que resolveu espalhar intrigas e inverdades sobre mim e sobre a história da Ema, deveria publicar as fotos da Emajõgi acidentada no Picasa. Fica aqui minha sugestão pois, afinal, o acidente também fez parte da evolução da Emajõgi. E não foi uma pequena lesão como faz parecer, infelizmente, para todos nós e principalmente para ela.
Terceira, outra questão que me deixou chocada: onde está escrito que não fiz fisioterapia na gatinha? De onde o Luís foi buscar esta afirmação? Lembre-se antes de levantar falsidades sobre mim e sobre os acontecimentos, que eu tenho todos os e-mails. Tenho também mutas fotos e filmes de tudo o que a Emajõgi viveu nos Açores, do quanto teve tudo de melhor que era minha obrigação e do quanto foi feliz e amada cá.
Mais uma observação neste sentido: nunca queixei-me de nada, nem dos gastos previsíveis/imprevisíveis que um gato saudável exige, apesar da Ema não ter sido entregue a mim saudável.
Ela foi devolvida com o peso recuperado e ideal pois eu e meu marido a ajudávamos a comer e estávamos sempre atentos ao seu desenvolvimento, pois quando chegou com 12 semanas pesava 1k300... tão magrinha e frágil a nossa princesinha!
Quarta: Poderia também revelar aos seus ilustres visitantes como ficou sabendo que eu pesquisava sobre gatinhos na internet (e com a Emajõgi provavelmente ao meu lado! Nossa, com essa conseguiu mesmo me supreender! Você quis ser comovente, confessa...). Não sei se recorda mas eu sempre disse que queria uma companhia para a Ema, um outro gatinho, macho tabby (você falou em tartaruga?!!!). Pelos vistos esqueceu-se. Independetemente de procurar "substituição" para a Emajõgi (como você quer fazer crer aos leitores), sempre adorei ver fotos de gatos, de Bosques inclusive, mas não só. Sempre procurei saber preços, saber condições, é natural para quem não é do meio, pesquisar estas coisas também. E com tantos links de outros gatis no seu website, foi irresisível usá-lo como plataforma. Mas você aparentemente não soube respeitar a minha privacidade e a partir do meu IP, seu-se ao trabalho de, friamente, seguir meus passos na internet. Coisa feia! Sabe, a invasão de privacidade é algo muito grave. Aí está, outro tema de que deveria saber melhor, como jornalista.
Mas nada vindo de você e de sua esposa me surpreende mais...

O que você tem a ver com isso? Da minha intimidade sei eu e posso querer ter 2, 3, 10 gatinhos, pois há amor e condições para isso em meu lar.

Quinta e última: Considerei de extremo mau gosto comentar sobre a minha arte neste post. A minha arte, para quem não sabe, a arte reborn, não tem nada a ver com a nossa história com a Emajõgi. É uma arte belíssima, sobre transformar bonequinhas vulgares em bonecas de colecção, com a perfeição e o realismo de verdadeiros bebés. Não são réplicas de bebés. É uma arte conhecidíssima mundo afora, muito valorizada pela técnica que utiliza e pela sensibilidade de quem cria. Tenho muito orgulho na minha arte e quando lhe falei nela logo que nos conhecemos com o intuito de lhe dar a connhecer mais sobre mim, poderia ter sido então sincero e dito a sua opinião, que de bom grado teria aceitado. Naquela altura, mas não agora e da maneira ofensiva como a incluiu neste post. É um hobbie para as horas vagas e não uma profissão. Ao contrário do seu negócio com os Bosques e com o webdesign, que ao que tudo indica, te rouba tempo à sua profissão de jornalista.
Que bela montra é o seu website, Luís. Até me convenceu, com tanta (e só) aparência, a comprar um gatinho seu! É como uma lojinha, só faltam mesmo as prateleiras.
Sim, é preciso merecer um Bosque da Noruega. Já um Shadow Eyes, ops... para passar tudo que passei e estou a passar agora, dispenso. Há muitos gatos de raça e pedigree lindos por aí, Bosques ou não e há também os que não tem menos valor, que são os rafeirinhos, doidos por afecto. Estes é que não ficam mesmo em prateleiras como objectos de luxo. É sempre tempo de olhar para este "mercado" com outros olhos e acordar para a realidade por trás de alguns gatis.
Se um Bosque para você é uma dádiva e um companheiro, porque levá-lo a exposições onde o principal objectivo é exibi-los numa mesa aos juízes e aos curiosos para mais tarde tirar proveito dos seus prémios em ninhadas futuras?
Caro Luís, com tanta lição de moral que tem a despejar, é melhor olhar para cima e ver se tem tecto de vidro...

Mais considerações tão importantes quanto essas, fazem parte da história integral que fica para depois e para quem tiver interesse em saber.
Ah sim, agradeço se decidir publicar o meu comentário. Depois de tanto cair em minha consideração, terei ao menos um motivo para confessar que julguei-o mal e um motivo para acreditar afinal, este ainda pode ser um blog democrático e imparcial.

Filipe Galvão disse...

Não posso deixar de elogiar a vossa atitude enquanto criadores, eu comprei uma gata que apesar de não saber estava doente, alias nasceu doente, ao fim de um mês e mais de 600 euros de veterinário depois acabou por morrer para minha grande infelicidade que me afeiçoei muito a ela. A criadora que a vendeu deu-me outra gata mas não se ofereceu nem para pagar um terço do que gastei nos tratamentos e quando se fala nisso desculpa-se dizendo que a gata ficou doente em minha casa (morreu com problemas de ordem circulatório e foi confirmado por 3 veterinarios que nasceu com aquilo). Agora estou a equacionar processa-la já que ela nãoo teve a decencia de ter uma atitude ética. É bom ver que ainda há pessoas com comportamentos morais, se voltar a comprar um gato entrarei em contacto convosco.

Helena Domingues disse...

O amor aos nossos animais tem que ser sempre e em primeira instancia, o que nos move!A linda Emajõgi vai ser uma grande companheira e só merece alguem que a ame muito!Nada acontece por acaso...

Anónimo disse...

É muito bom saber que há criadores que amam realmente os seus animais e põem o seu bem-estar acima de qualquer coisa!
Eu amo tanto gatos como cães e entristece-me saber certas histórias de certas pessoas que não se preocupam minimamente com os sentimentos dos animais... "Se calhar esquecem-se" que eles têm sentimentos como os humanos: eles sofrem com a solidão, com a dor, sentem-se tristes quando ralhamos com eles... Se se estão a "borrifar" para os animais porque é que os compram?! Porque é que os criam?! Só as pessoas que AMAM verdadeiramente merecem ter estes doces bichinhos (como a Emajõgi), que para aquilo que dão e têm para dar quase não pedem nada em troca!!!
É preciso ser-se responsável tanto quando se compra como quando se cria animais... eles não escolhem por isso não têm culpa do dono que têm nem de terem nascido, os humanos têm, pelo menos, que se responsabilizar pelo que fazem.
Vamos lá retribuir aos nossos animais o AMOR que eles nos dão!!

Anónimo disse...

Eu penso como as pessoas acima, aliás, a nossa Dianthus cá em casa é uma filha. :)

Em relação a essa situação poderá ter havido muitos mal entendidos e sensibilidades aguçadas pelo meio. Não vamos empolar, há males que vêm para bens.
Basta que continuem a tratar os vossos gatinhos como nós sabemos que o fazem.

Abraço do Faial
Rosa e Roberto

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